segunda-feira, 22 de março de 2010

# Não julgue o livro pela capa... #

Muitas vezes, em nossas vidas, julgamos as pessoas pela aparência. Não, não falo apenas da questão financeira, mas do que "avaliamos” em “feio e bonito”. De vez em quando, acabamos perdendo a oportunidade de conhecer uma pessoa interessantíssima pelo fato dela ser magra ou gorda, alta ou baixa, estranha ou por parecer com o ‘Frankenstein’.

Conheci muita gente em minha vida e pude notar a diferença entre elas. Tantas pessoas com um rostinho bonito e com a mente vazia... Que interessante tem conviver com uma pessoa assim? Isso é, literalmente, uma propaganda enganosa: a pessoa “vende um produto” muito atrativo e de repente o conteúdo não vale nem ‘menos um’ centavo. Infelizmente, isso ocorre porque as pessoas estão muito mais preocupadas com a “embalagem”, escolhem “ser por fora” do que “ser por dentro”. Por que não juntar o útil ao agradável?

Dias atrás, conversei com indivíduos que não se esforçavam para falar de coisas, no mínimo, com nexo. Incrível como tem um bando deles que pensam igualmente, agem igualmente, fazem as mesmas besteiras e acham que estão arrasando, mas no fundo não passam de ‘idiotas’. Corpinho bonito só enche os olhos à primeira vista e só. O importante mesmo são as ideias, a personalidade, os princípios, as atitudes... É através disso tudo que a gente se encanta verdadeiramente. 

É preciso que as pessoas despertem o interesse de cultivar a verdadeira beleza que existem nelas e que aprendam, com rapidez, que beleza não se põe em mesa.

“Mundo velho
E decadente mundo
Ainda não aprendeu
A admirar a beleza
A verdadeira beleza
A beleza que põe mesa
E que deita na cama
A beleza de quem come
A beleza de quem ama
A beleza do erro
Puro do engano
Da imperfeição...”

Ouvindo: Banda Eva – Encontro Marcado

sexta-feira, 12 de março de 2010


# Passageiro... #


Sempre fiz amizades facilmente. Não sei,  talvez o fato de eu ser comunicativa  as pessoas se sintam a vontade para se aproximar de mim.

Ando muito nostálgica ultimamente e, por esses tempos, andei voltando ao passado, recordando várias amizades que eu fiz e hoje em dia possuo pouco ou nenhum contato. Fato é: o tempo passa e as coisas mudam, mas tem muitas pessoas que fizeram a diferença, e algumas mal sabem disso. Não entendo muito bem porque a vida separa essas pessoas especiais da gente, mas acredito que elas cumpriram sua missão e fizeram valer a frase “tudo o que é bom, dura o tempo necessário para se tornar inesquecível”.

Hoje em dia, possuo pouco contato com muitos desses “seres especiais”: falo raramente, nos encontramos ocasionalmente... Mas sinto falta de participar de forma mais ativa em suas vidas: as conversas diárias, os encontros mais freqüentes, os telefonemas... Existem pessoas que eu gosto tanto que se assustariam em saber ao certo o quanto são especiais pra mim. Meio a essa “distância”, fico tímida de expressar meus sentimentos, certamente seria meio ‘ilógico’ pra quem fosse escutar. Alguns até sabem, mas sabem também que talvez seja “natural” esse afastamento: eu não devo ter sido a única, assim como, eles não serão os únicos (infelizmente).

É meio triste saber que esses não são os últimos amigos que “perderei”. Agora que, recentemente, terminei o terceiro ano e saí do colégio sei que muitos se afastarão (como alguns já estão afastados), terão novas responsabilidades, farão novos amigos, enfim, um novo destino traçado para eles (e para mim também).  Sei bem que, para alguns, a convivência diária era fundamental para manter viva a amizade.

É muito engraçado como as coisas vão acontecendo e de repente você se dá conta que ‘fulano e beltrano’ não estão mais a sua volta. Às vezes nos deparamos com situações e sentimos que se aquela pessoa estivesse ali, ela saberia o que falar ou como agir, ou talvez não, mas só a presença dela naquele momento bastaria. É difícil lidar com ‘perdas’, mas, infelizmente, faz parte da vida...
“Bendito, encontro, na vida: amigo.”

 Ouvindo: Maria Gadú - Dona Cila

segunda-feira, 8 de março de 2010

# “Olá, eu sou fã de vocês...” #

Engraçado como épocas da minha vida pude me ‘apaixonar’ por pessoas que eu nem conhecia. Até meus 9 anos as vítimas foram ‘Sandy e Júnior’. Eu tinha várias revistas, CD’s, fazia coreografia com minhas primas todos os domingos das mais variadas músicas... Lembro que teve um show deles aqui nessa época, perdi e chorei até umas horas. Depois veio a época Rouge, também era louca. Fiz até um grupinho ‘cover’ com minhas primas Késia e Andrea chamado Rímel [rs]. E, mais uma vez, o show que teve aqui em Salvador eu não fui: outra choradeira. Com 11 anos chegou a vez de Br’oZ. Até um fã clube eu cheguei a “participar” e foram deles o meu primeiro show. Este foi no festival de verão de 2004 e fui com minha mãe. Chorei tanto! Fui entrevistada por uma jornalista do jornal ‘A Tarde’, me sentindo A fã. Depois tirei varias fotos deles, peguei na mão, isso tudo foi muito mágico!
“Faço qualquer negócio pra te ver na avenida ou no show. Grudo no pé, dou bandeira, fico de bobeira só pra te ver passar. Teu olhar iluminado, meu coração disparado, se o teu olhar de repente cruzar com o meu olhar envergonhado. Olá, eu sou sua fã...”

Mas foi aos 12 anos que tudo mudou definitivamente. Fui ao meu primeiro show do Babado Novo na concha acústica: gravação do DVD ao vivo em Salvador. Não deu outra, eu me apaixonei de verdade. Por essa banda eu realmente entrei em Fã Clube (saudade do Babado Irado), fiz inúmeras amizades (umas que marcaram outras que nem tanto...) e essa foi uma das épocas mais lindas da minha vida. Era tudo tão inocente, mágico... Qualquer coisinha era motivo de extrema felicidade e eu nunca imaginava um dia está tão perto deles como estive algumas vezes. Era tanta coisa inexplicável que um simples olhar de Claudia Leitte ou até o reconhecimento da banda mudava tudo, qualquer coisa era motivo de extrema alegria. Foi inesquecível a primeira vez que estive com ela: ela chegou me abraçou e falou - “meu Deus, como tudo está lindo aqui, obrigada” - (referindo-se a festa de aniversário que organizamos pra ela em 13/07/2005- foto). Eu meia que sem reação retribuí com um abraço tímido e tremia de nervoso querendo chorar, mas não podia porque ‘Mannu e cia’ me obrigaram a engolir o choro (rs). Foi muito perfeito aquele dia, inexplicável todo tipo de sensação que eu tive.

Durante esse tempo eu enfrentei várias pessoas falando que eu nunca ia conseguir falar com ela, que ela nem sabia quem eu era, que eu dava dinheiro em vários show pra encher o bolso dela e dos empresários... Alguns se calaram, pois estar com ela eu consegui... e o resto? Ah! Dane-se o resto, né? Quando amamos alguém de verdade fazemos de tudo para estar perto da pessoa, independente do tipo de paixão ou amor que sentimos por ela, certo? Enfim... O tempo passou e o encanto já não é o mesmo, mas não deixo de lembrar os momentos maravilhosos que tive com essa pessoa linda e sua banda maravilhosa. Sempre que dá eu ainda vou aos shows, falo com ela quando tenho oportunidade... Mas nunca mais será a mesma coisa: aquela correria, euforia, coragem de enfrentar seguranças, a cara de pau (essa parte é essencial rs)...  Muita coisa mudou, mas, de verdade, é inexplicável amor de fã.

Há “pouco tempo” descobri um 'novo amor': Adelmo Casé. É uma pessoa sensacional além de excelente músico. Sem explicação para toda atenção, reconhecimento, simplicidade, o carinho... Esse ano, em janeiro, quando fui ao lançamento do CD da Negra Cor, sem querer eu tive uma surpresa. A gente nunca acha que um ídolo vai reconhecer a gente assim, né? Mesmo com tudo... E de repente vejo um super sorriso no palco acompanhado de um “Maaandy!”. Nossa! Inesperado, simples e gratificante. Não há mesmo palavras para explicar. Eu criei uma admiração sem tamanho por ele e não canso de dizer que ele é o CARA.

Hoje Adelmo e Claudia se encontram em um mesmo patamar no meu coração. As diferenças entre os dois e a essência que têm em comum causam exatamente a mesma sensação maravilhosa em mim. E eu “...não me canso de dizer tudo o que eu sinto por vocês, vocês são tão maravilhosos que Deus ilumine as estrelas que são. Olá, eu sou fã de vocês...”. De fato, é inexplicável você amar alguém que você mal conhece, mas como dizem “amor a gente não explica, a gente sente”. Fã não precisa conhecer pra amar, admirar... fã é simplesmente fã. Alguém que não seja ou não tenha sido um dia, nunca vai entender muito menos calar esse sentimento... 

Ouvindo: Banda Eva -

sexta-feira, 5 de março de 2010

# Brincando de Pinóquio #

Quando eu era pequena minha mãe sempre me dizia - “mentir é feio, filha”. Nesse aspecto, eu era bem teimosa, não tinha noção de como poderia ser ‘perigoso’ não falar a verdade. Já meu irmão era mais correto nesse ponto.

Eu era uma criança muito agitada e toda vez que eu fazia algo de errado - “não fui eu, mãe, foi Murilo” - e assim, meu irmão levava a culpa em meu lugar. Geralmente, eu corria arrependida e ficava escondida entre a geladeira e o armário da cozinha chorando, mas era tarde demais: ele já tinha levado o castigo. Até que, um dia, minha mãe descobriu que eu andava mentindo e passou a não acreditar em tudo o que eu falava, e, recentemente, tinha contratado uma empregada doméstica. Encontrei alguém que se ‘parecia’ comigo: enquanto arrumava as coisas e quebrava algo, colocava a culpa em alguém, e esse alguém era eu (estilo ‘o feitiço virou contra o feiticeiro’, sabe?). Eu chorava dizendo que não tinha sido eu e minha mãe nunca acreditava. Até que, um dia, ela colocou a culpa em mim e em meu irmão: não deu outra, foi despedida. Foi a partir desse dia que eu parei de brincar de Pinóquio: aprendi a importância de falar a verdade.

Durante toda a minha vida me deparei com “peças” que não tiveram uma lição igual a minha, pelo visto. Umas mentiam para se promover, outras mentiam pra prejudicar alguém ou simplesmente prejudicavam sem querer (querendo). Mas como diz uma música de Leoni – “Mas a verdade sempre vem bater à porta, a gente tenha ou não vontade” – todos acabam deixando a máscara cair, mesmo que demore. Ultimamente eu tenho percebido isso com mais freqüência, e a cada dia que passa está mais complicado colocar a mão no fogo por alguém...

Gradativamente, eu tenho aprendido a ser a mais sincera possível e isso, muitas vezes, me ‘prejudica’. Já tive a oportunidade de mentir o quanto eu quisesse, mas preferi “machucar com a pior verdade do que iludir com a pior mentira”. E de fato, não gosto de me arrepender por ter prejudicado alguém que não tenha nada a ver com as minhas falhas (e isso eu sei desde que me conheço por gente). Até que ponto mentir não vai ferir? Ou não, necessariamente, mentir, mas omitir (?). Não sei, mas sei que é ruim demais a gente se decepcionar com alguém que a gente goste: quebra o encanto e tudo muda da água para o vinho...

Ouvindo: Maria Gadú - Linda Rosa